Fisioterapeuta por formação, iniciei minha trajetória na Ergonomia muito cedo.
O ano de 1998 e 1999 foram anos de um verdadeiro boom de doenças
ocupacionais em todo o mundo, as empresas, governo, sindicatos e
trabalhadores não sabiam como gerir e eliminar esse alto risco de adoecimento.
Rapidamente vimos que a resposta foi encontrada em uma ciência ainda nova, a
Ergonomia.
Eu, uma recém formada iniciava a minha trajetória nessa época, como uma
ciência recente não havia muito em termos de experiência prática na literatura
mundial. Apesar disso, fui buscar os melhores cursos para atuar junto aos meus
clientes e buscar um diagnóstico decisivo e preciso para direcionar a intervenção.
Poucos anos depois de formada fui convidada para ser professora no curso de
Fisioterapia e estive por 16 anos à frente das disciplinas de Auditoria e Perícia e
Fisioterapia do Trabalho.
Também fui coordenadora da pós graduação de Ergonomia, além de atuar como
professora convidada de diversas instituições.
Orientei dezenas de Trabalhos de Iniciação científica na área, contando com
publicações internacionais.
Apesar de estar sempre em busca de conhecimentos e de ser docente de uma
importante instituição de ensino do sul do Brasil, haviam muitas dúvidas que a
ciência da época não conseguiame responder em relação ao diagnóstico do
verdadeiro risco ergonômico.
Enfim chegou uma resposta: vi uma publicação em uma revista de Saúde e
Segurança no Trabalho que um novo método estava chegando no Brasil.
Se tratava do método OCRA, que chegou para responder as minhas questões
acerca da repetitividade e dos danos de membros superiores.
O método OCRA chegou no Brasil em 2008, e eu estava lá como a única aluna
que atuava na área de Ergonomia e Saúde do Trabalhador. Os demais alunos
eram advogados, auditores fiscais, procuradores do Ministério Público do
Trabalho.
E foi nesse ano que conheci a Dra. Daniela Colombini, presidente da EPM –
Internacional Ergonomics School e professora doutora da Universidade de Milão.